Rio Paranapanema

   Rio Paranapanema

Poucos rios, surgem de grandes nascentes, mas muitos crescem recolhendo filetes de água.             
O Rio Paranapanema é um dos rios mais importantes do interior do estado de São Paulo. Ele é um divisor natural dos territórios dos Estados de São Paulo e Paraná.
Ele é tão importante que tem o seu próprio dia, criado pela Lei Estadual 10.488/99 (Antônio Salim Curiati), (sancionada pelo Governador Mário Covas), designado 27 de agosto. 
No idioma e na cultura tupi-guarani, o vocábulo paranapanema etimologicamente (parana + panema) significa "grande rio improdutivo", pois o Paranapanema era considerado pelos autóctones (indígenas), um rio com poucos peixes. Contudo, revelou-se produtivo na geração de energia elétrica: concentra 5% da produção hidrelétrica nacional.






Nascentes do Rio

Fotos divulgação

Video YouTube

                                           Parque estadual Intervalles em Capão Bonito
            
                                            Uma das famosas cachoeiras
    

                                             Próximo à nascente

Rio Paranapanema: Conhecendo o rio através da descrição de Paulo Zocchi e Marcelo Maragni. 

Viajando pelo Rio Paranapanema:
O percurso de 930 km, que começa em São Paulo e vai até o Paraná, guarda histórias surpreendentes e cativantes. Ao caminhar pelas terras próximas às nascentes do rio Paranapanema, encontra-se um mundo que quase não existe mais: a floresta úmida e densa, com toneladas de matéria orgânica cobrindo o chão, vestígios recentes da passagem de monos-carvoeiros, lontras, antas e cachorros-do-mato. Estamos em meio à mata atlântica, no alto da serra do Paranapiacaba, sudeste de São Paulo, onde é preciso andar muito para visitar os olhos d'água que dão origem ao mais limpo dos grandes rios paulistas. "Paulista" de nascimento, mas que, na extensão de seu curso, passa a dividir os estados de São Paulo e Paraná.
Fomos apresentados ao local no meio da madrugada de um sábado frio, quando nossa equipe acordou para buscar as tais nascentes. Após quatro horas de jipe, em viagem lenta, atrapalhada por árvores tombadas no caminho e atoleiros gigantescos, iniciamos nossa caminhada. Foram 12 horas de marcha quase ininterrupta, sob chuva, sem descanso. O Paranapanema nasce no interior da fazenda Guapiara, de 2.884 hectares, propriedade da Orsa Celulose Papel e Embalagens. É um local fechado, com mais da metade de sua área coberta por vegetação nativa, visitada apenas por mateiros, caçadores e palmiteiros que burlam a vigilância. Como jornalistas, tivemos um grande privilégio. Não existe um estudo geográfico que aponte a principal nascente do rio. Guiados por Seu Nenê, mateiro experiente, entramos na trilha íngreme para visitar duas ou três nascentes, conforme o ritmo da excursão permitisse. No meio da manhã chegamos à primeira delas, onde a água saía do barranco e sumia sob as pedras, para brotar algumas dezenas de metros abaixo, formando um riacho límpido. Alcançamos a segunda nascente ao meio-dia, quase no divisor com a bacia do rio Ribeira, e a última no meio da tarde. Na vertente entre dois barrancos, a água brotava e descia num riacho já encorpado. Nesse momento, porém, surgiu uma divergência entre a tecnologia e a sabedoria do mateiro: enquanto o GPS e o mapa do IBGE indicavam que aquele seria o olho d'água da bacia do rio das Almas, Seu Nenê garantia que se tratava da nascente "das maiores águas" do Paranapanema - e insistia para que descêssemos pelo leito. Como não estávamos mesmo preparados para atravessar a noite fria na mata, deixamos para resolver a dúvida numa próxima ocasião e voltamos ao jipe em marcha rápida, em duas horas de caminhada no escuro.
Os três parques:
A fazenda Guapiara é uma pequena parte de um vasto território contínuo de 120 mil hectares de matas protegidas por lei, onde existem três parques estaduais abertos à visitação: Carlos Botelho, Intervales e Petar. Nessa grande área silvestre - descendo o rio por uns 20 km- fica outra enorme propriedade particular, a fazenda Sakamoto, de 6.700 hectares. Com três horas de caminhada nas matas da Sakamoto, pudemos conhecer um local belíssimo, onde as pedras dividem o Paranapanema em duas cascatas que terminam num remanso ladeado por um tapete de flores vermelhas. Pouco abaixo, vê-se a maior cachoeira hoje existente no rio, com cerca de 20 metros de desnível entre seu início e fim. Os caseiros, Antônio Meira e a mulher Maria Francisca, moradores mais próximos das nascentes do Paranapanema, acolheram os visitantes com uma boa prosa, café quente e mandioca cozida - que comemos avidamente. Mais alguns quilômetros abaixo e o rio deixa a mata, entrando numa região de campo natural, cuja vegetação original é o cerrado, que corresponde a uma ligeira depressão a oeste da serra do Mar. Pode-se então dividir o curso total do Paranapanema da seguinte forma: descida da serra; travessia dos campos; zigue-zague na "Cuesta de Botucatu", elevação que assinala o final da depressão; e a viagem pelo planalto, em descida suave até o rio Paraná.
Por causa da limpeza das águas, pode-se nadar em praticamente todos os 930 quilômetros do rio Paranapanema, mesmo quando o curso atravessa cidades. Não há grandes aglomerações urbanas em sua bacia nem pólos industriais. Sua vida, porém, modificou-se muito nos últimos 50 anos. Fortemente encachoeirado, o Paranapanema nunca se prestou à navegação, mas, no século 20, chamou atenção por seu potencial energético. Hoje o rio abriga dez usinas hidrelétricas, que transformaram em lagos grande parte do curso, submergindo quedas d'água famosas, como Salto Grande e Saltos do Palmital. A oeste da serra do Mar, o entorno do rio sofre os efeitos do desmatamento que atingiu todo o interior paulista e o norte do Paraná - com exceção do Parque Estadual do Morro do Diabo, no Pontal do Paranapanema, e seus 36 mil hectares virgens, último refúgio do quase extinto mico-leão-preto. No sul do parque, da torre de observação à beira do rio, pode-se apreciar as revoadas de pássaros como garças, biguás e macucos. De canoa, é fácil encontrar capivaras, jacarés do papo amarelo, quatis e bugios. O parque do Morro do Diabo é cenário de uma parceria de sucesso entre o governo paulista e os ambientalistas do Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas). Além do bem-sucedido trabalho na preservação dos micos-leões-pretos, o órgão desenvolve outros projetos na área, como o de "guias ecológicos", mapeando as trilhas de onças, jaguatiricas e antas para fora do parque com colares sinalizadores.
Um pouco de história:
Mas o Paranapanema não é só natureza. Marco importante na história mais remota do Brasil, o rio era uma espécie de fronteira informal entre as Américas espanhola e portuguesa no início da colonização, e por isso abriga um rico patrimônio histórico. As matas da bacia do Alto Paranapanema escondem ruínas arqueológicas bem conservadas da exploração do ouro no início do século 18. Passados quase 300 anos, ainda podemos ver, por exemplo, paredes de pedra usadas para desviar as águas no ribeirão Velho e no rio das Conchas, os "encanados". Com essas construções, os garimpeiros secavam trechos dos rios, facilitando a retirada do ouro. Quilômetros abaixo, na margem esquerda do Paranapanema, estão ruínas de duas importantes missões de jesuítas da Coroa espanhola que, juntas, chegaram a abrigar quase 20 mil índios em 1630. As missões de Santo Inácio e Nossa Senhora do Loreto foram as principais na antiga região do Guairá, no centro, norte e oeste do atual Estado do Paraná. Arrasadas por bandeirantes em 1632, dos quais o mais notório foi Raposo Tavares, as missões foram esquecidas. Mesmo quem mora perto pouca coisa sabe das missões, que estão reduzidas a pedaços de cerâmica e telhas espalhadas pelo chão. Ao longo da bacia, quem se interessa por história pode ver muita coisa. Em Buri e Itapetininga, cruza o rio a antiga rota dos tropeiros, aberta em 1732 para trazer gado bovino, cavalos e mulas dos territórios do Sul para Minas Gerais, onde começava o ciclo do ouro. Em Campina do Monte Alegre encontram-se estações e edifícios da antiga ferrovia Sorocabana, construída há cerca de cem anos na interiorização da cafeicultura. Em Avaré e Piraju, vemos um rico patrimônio arquitetônico, fruto da riqueza do café, com a contribuição de mestres da época, como os arquitetos Ramos de Azevedo e Victor Dubugras. Já no Paraná, é a catedral de Jacarezinho que abriga uma obra-prima do modernismo brasileiro, as pinturas murais de Eugênio Sigaud. A comunhão entre a mão do homem e a natureza encontra seu ponto alto, no Paranapanema, na ponte pênsil Alves de Lima, tombada pelo Patrimônio Histórico, entre Ribeirão Claro e Chavantes. Inaugurada em 1920, com 80 metros de vão livre, foi duramente atingida pelas revoluções de 1924, 1930 e 1932, mas sempre reconstruída. Sua beleza plástica oferece mil possibilidades fotográficas, motivo pelo qual passamos várias e várias horas, em diferentes dias, em suas redondezas: sob as tábuas, no rio; no morro; em cima das árvores em volta; em sobrevôo. Outra grata surpresa que reserva o Paranapanema é sua gente simples e acolhedora, de variadas origens e trajetórias. Na parte alta da bacia, de colonização mais antiga, encontra-se o caboclo, resultante da miscigenação entre índios e brancos. De Santa Cruz do Rio Pardo para o oeste estão os descendentes dos mineiros que, no século 19, tomaram o sertão ainda virgem. Com o cultivo do café, chegaram também os imigrantes - que hoje marcam lugares como Ourinhos (japoneses), Pedrinhas Paulista (italianos) e São José das Laranjeiras (alemães). Desconhecido para muitos brasileiros, o rio Paranapanema vem sendo redescoberto, a começar por seus próprios moradores. Gente como o guarda-parque Paulo Mota e seus colegas, antigos caçadores que hoje dedicam-se a defender a fauna e a flora. Como a arquiteta Daisy de Moraes, que resgatou a beleza da estação de trem de Piraju, obra esquecida do arquiteto Ramos de Azevedo. Como Laís Ramos, 12 anos, que passou a amar o rio ao aprender a navegar de caiaque em suas águas. Ou o agricultor Irineu dos Santos, que guarda com firmeza as ruínas de Santo Inácio, à espera de que alguém venha finalmente estudá-las a sério. Todos moradores da região.
O mistério do nome:
Antigamente conhecido por "Paranapane" ou "Parana pane" pelos espanhóis, o rio também foi chamado de Pabaquario ou Paraquario. O nome atual, Paranapanema, é a junção de "paraná", que significa "rio" em tupi, e "panema", palavra que faz o papel de sufixo negativo, como "imprestável" ou "sem valor". A característica negativa à qual os indígenas se referiram? Pode ser a pouca navegabilidade, a relativa escassez de peixes ou mesmo a malária, presente nas margens. Ainda hoje os especialistas não chegaram  a conclusão definitiva.
A expedição de 1886: Quando as poucas cidades da região eram vilas, e os índios ainda eram senhores do Paranapanema, a pouco menos de 120 anos, três cientistas e 18 práticos levaram cinco meses para fazer a primeira incursão exploratória pelo rio. Chefiada pelo engenheiro Teodoro Sampaio, entre abril a agosto de 1886, a expedição foi organizada pela Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo para estudar, principalmente, as condições de navegação do rio. O relato de viagem, os mapas e o relatório final, publicados três anos depois, formam um conjunto notável de documentos - e até hoje impressionam pela exatidão. Nascido na Bahia, Teodoro Sampaio era filho de um padre e de uma escrava. Criado no Rio de Janeiro cursou faculdade e tornou-se engenheiro respeitado, um feito e tanto para a época. Ao longo da vida, Sampaio chefiou a implantação de estradas de ferro e a realização de obras de saneamento em São Paulo e Salvador”. 
Paulo Zocchi e Marcelo Maragni (percurso que gerou o maravilhoso  livro Paranapanema – da Nascente à  foz)
                                          Fundo do rio Paranapanema em mergulho de Raul Guastini

A Foz:

   Encontro dos Rios: Rio Paraná (esquerda) 
Rio Paranapanema (direita). Imagem Google
          
               O "bico" do Estado de São Paulo, no encontro dos rios
 Paraná e Paranapanema, em Rosana.Imagem Google 

Fotos do site da Duke Energy






Estação de Hidrobiologia e Aquicultura de Salto Grande
Nesse local, são reproduzidos os peixes para o programa de Manejo Pesqueiro da Duke Energy, em parceria com as Faculdades Luiz Meneghel (FALM).
O programa de Manejo Pesqueiro da Duke Energy tem como principal foco de atuação manter o equilíbrio do ecossistema e preservar a biodiversidade e a riqueza da fauna aquática do rio Paranapanema. Iniciado em 2001, anualmente promove a soltura de 1,5 milhão de peixes na bacia. O programa serve como referência para outras ações do gênero em todo o Brasil.
Como consequência muito positiva desse trabalho, são criadas condições para o desenvolvimento das comunidades regionais através da pesca profissional e esportiva,
conscientizando seus habitantes quanto ao controle da poluição do rio e respeito à piracema.
As espécies de trabalho – piracanjuba, pacu, dourado, curimbatá, piapara e piava-três-pintas – são criadas na Estação de Hidrobiologia e Aqüicultura de Salto Grande, num promissor convênio entre a Duke Energy e as Faculdades Luiz Meneghel (FALM) para pesquisa e desenvolvimento em aquicultura. Nesse convênio, firmado em 2007, a instituição de ensino superior passou a administrar e operar as instalações da Estação de Hidrobiologia e Aquicultura de Salto Grande por um período mínimo de quatro anos. Importantes linhas de pesquisa associadas ao programa – que preveem monitoramento genético, migratório e também a classificação das espécies – também são realizadas em parceria com a Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Botucatu, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Estadual de Maringá (UEM).


Peixes do Paranapanema

 



Repovoamento do Rio
Para começar, é importante saber quais são as espécies utilizadas no repovoamento:
piracanjuba
• pacu
• dourado
• curimbatá
• piapara
• piava-três-pintas
Essas espécies são selecionadas porque desempenham importantes funções ecológicas no ecossistema do rio Paranapanema, destacando-se:
• manutenção das populações naturais;
• inter-relações presa/predador;
• exploração de hábitats e de fontes de alimento.
Além disso, as espécies são muito atraentes para a pesca esportiva, apresentam bom rendimento para a pesca profi ssional e são bastante apreciadas pela culinária tradicional. O repovoamento ajuda também a preservar a cultura da população.
Essas espécies são selecionadas porque desempenham importantes funções ecológicas no ecossistema do rio Paranapanema, destacando-se:
• manutenção das populações naturais;
• inter-relações presa/predador;
• exploração de hábitats e de fontes de alimento.
O processo começa com as matrizes que a Duke Energy mantém em cativeiro – são os peixes reprodutores. Essas matrizes têm alta variabilidade genética, de modo a preservar a variedade de cada espécie. Essa variabilidade aumenta a capacidade de resistência da espécie, sendo garantida com uma constante análise dos padrões de DNA dos peixes.


Após a indução por meio de injeções contendo hormônios sexuais nas matrizes, é estimulada a desova e fertilização das espécies. O processo de desova é natural, em tanques circulares que imitam as condições encontradas pelos peixes na natureza. Nesses tanques, o macho libera o sêmen que entra em contato com as ovas das fêmeas, iniciando o ciclo de reprodução.

Depois de fecundadas, as ovas são transferidas para tanques de incubação, até eclodirem e crescerem por cerca de 10 dias, quando completam o estágio de larva, ainda sem capacidade de nadar.
Após obter a capacidade de nadar livremente, as larvas, agora chamadas de alevinos, passam para os tanques de alevinagem nos quais terão tempo para se desenvolver.

Ao atingir a fase de juvenis (a fase “adolescente”), os peixes estão prontos para soltura no rio. Todo esse período de reprodução e crescimento deve coincidir com o da piracema, de modo que os peixes sejam soltos no rio em iguais condições aos demais habitantes já presentes no habitat natural.
O transporte dos juvenis, da estação para o rio, é uma etapa fundamental para o sucesso do repovoamento. Eles viajam sob efeito de anestésico e são acondicionados em caixas com isolamento térmico e um sistema de quebra-ondas interno que evita choques mecânicos – e diminui o stress. Assim, a Duke Energy transporta os peixes com índice de 100% de sobrevivência!
Antes da soltura, é feita a troca gradual da água dos tanques de transporte, injetando água do rio. Além de eliminar o efeito anestésico, o procedimento coloca os peixes em contato gradativo com a composição da água onde passarão a viver. Quando se encerra esse processo, inicia-se a soltura.
Os pontos de soltura são locais estratégicos.
Procuram-se pontos com menores riscos causados pela presença de predadores (inclusive o homem) e com boa disponibilidade de abrigo e de alimentos. 




O Vídeo explica sobre o rio Doce
mas o processo é o mesmo para outros rios.
Usinas do Rio Paranapanema
Atualmente, o Rio Paranapanema conta com onze usinas em operação, o que transformou seu curso original em uma sucessão de reservatórios justapostos. As usinas são:
1. Jurumirim;
2. Piraju;
3. Paranapanema;
4. Chavantes;
5. Ourinhos;
6. Salto Grande;
7. Canoas II;
8. Canoas I;
9. Capivara;
10. Taquaruçu e
11. Rosana


Reservatórios do Rio Paranapanema



Pesquisa realizada no site da Duke Energy)

A Balsa e as Pontes:
A balsa era o meio utilizado para a travessia de passageiros, veículos e mercadorias pelo rio Paranapanema.
A foto abaixo, possibilita uma boa análise da balsa, inclusive dos cabos que a puxavam de uma margem para outra. Um trabalho muito pesado.


Imagem publicada por Wilson Monteiro







Foto publicada por Wilson Monteiro


                                             Foto publicada por Wilson Monteiro


Embarcadouro da antiga balsa no Paranapanema, 1930. 1: José das Neves Júnior; 2: Hermínio Socci, 3: desconhecido; 4: Ítalo Ferrari; 5: Conde Francisco Matarazzo; 6: desconhecido; 7: Rodoíano Leonis; 8 e 9: desconhecidos; 10: Francisco Marques; 11: Juiz de Direito; 12: Américo Saladini; 13: Jerônimo Athero. Texto e imagem de Wilson Monteiro.

                                                     Foto de Wilson Monteiro        


Foto publicada por Wilson Monteiro
                                                               
   Ponte sobre o Rio Paranapanema
Vista aérea - 1939/1940 Foto ENFA

Abaixo, tres páginas do original do relatório da expedição de Theodoro Sampaio, encomendada pela Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo em 1886. (você encontrará o relatório com informações completas no site da Biblioteca Nacional Digital).



Biblioteca Nacional Digital

       Foto do blog chooseyourtrip 

 Foto de Vera Marques

                                   Foto do blog achetudoregiao

                                 Nascer do sol. Foto de Ewerton Martins

                                                 Esportes. Foto de Orlando Montenegro

Foto de Renata Rodrigues

                                
                                Sítio arqueológico. Foto do blog tonyreporter

                                   Boia cross. Foto de Orlando Montenegro

Lindo! Uma Onça no Paranapanema.


Pontes do Paranapanema

 Construção de antiga Ponte de madeira

 Ponte Ferroviária





 Ponte do bonde de Piraju
A ponte do bonde era também usada por pedestres, animais e outros veículos porque não havia outro modo de se cruzar o rio Paranapanema. Note os cabos de bonde suspensos (col. Gilberto Polenghi)


  Ponte do Bondinho de Piraju
Datada de abril de 1914, mostra a envergadura de aço de 109 m  (358 pés) sob a construção próxima a uma ponte de vagão. A vista é norte do banco sul do rio . Blog Bondes de Piraju


Um bonde se deslocando para a cidade por uma ponte de madeira perto da ponte acima de aço. Essa ponte possui a mesma estrutura de aço como acima, suportada por vigas de madeira.




 Ponte Ferroviária - SP PR

  Ponte sobre o rio Paranapanema que teria sido destruída na revolução de 30 segundo alguns historiadores.  Depois foi construída uma  de concreto,  ainda existente,depois de Marques dos Reis e segue para Ourinhos pela chamada estrada velha. Imagem  de 1927

 Ponte Ferroviária


Foto  de 1930, mostra a ponte da RVPSC (Rede Viação Paraná-Santa Catarina) por onde passavam os trens na época. Visivelmente tosca a ponte serviu dezenas de anos na ligação entre os estados de São Paulo e do Paraná. Na época o lugar chamava-se Melo Peixoto, ainda hoje é conhecida por esse nome.


Esta foto, tirada nos anos 30, mostra a represa que eventualmente irá elevar o nível da água que submergirá a ponte do bonde à distância.. (col. AM)




Aerofotos antigas - ENFA









 Ponte na divisa entre Salto Grande/SP e Cambará/PR. A ponte está abandonada e em péssimas condições. Na Raposa Tavares e dentro da cidade de Salto Grande, existem placas dizendo  o transito impedido.
 Quem a construiu foi a empresa que fez a UHE Salto Grande, mas hoje ninguém responde pela Ponte.







O rio Paranapanema, que faz a divisa entre os Estados do Paraná e de São Paulo é o mais importante de Jacarezinho, possuindo ilhas e inúmeros pontos de lazer. Nele se localiza também o Iate Clube Milton Aguiar, em uma das ilhas localizada já nas imediações da chamada "pedra criminosa" e que é utilizado pelos seus sócios principalmente para os aficionados da pesca. 

Por ter uma largura muito grande, raramente se pôde perceber um transbordamento em suas águas que pudesse trazer preocupações, até porque as pontes nesse trecho ficam há mais de seis metros de altura do nível normal das águas.. No mês de junho de 1983 (veja-se a data assinalada na foto) o rio transbordou impedindo o trânsito de veículos na ponte que se vê à direita e até dos trens (ponte à esquerda). Curioso observar que as águas se encontram no mesmo nível das pontes.






Munícipes assistem a soltura de alevinos de cima da ponte do Paranapanema



E A MAIS BELA!!!

PONTE DE CHAVANTES
PONTE PÊNSIL ALVES LIMA












 Foto Vanessa







Clube de Pesca de Chavantes


Criado no início de 1949, o 1º Clube de Pesca de Chavantes foi uma iniciativa de um grupo de amigos, amantes da pesca esportiva. Localizado à margem direita do rio Paranapanema no município de Chavantes, foi tão bem administrado, organizado e elaborado, que atraiu moradores de toda a região que também construíram Clubes de Pesca em seus municípios.
Chamado carinhosamente de Ceva ou Cevão (Local onde se coloca a isca - Isca para atrair animais, peixes e aves; CHAMARIZ), foi uns dos primeiros locais de recreação da população de Chavantes.    


                                                                                                                                                   
Sobre o Clube de Pesca
Chavantes se orgulha de possuir um clube de pesca que, pela sua organização e bem orientada direção, tem despertado o interesse de todos os clubes congêneres.
Sendo um clube situado entre dois Estados, tornou-se o centro de reuniões de duas cidades: Chavantes e Ribeirão Claro, dispondo para esse fim, instalações confortáveis para a comodidade das pessoas que o procuram.
Possui o clube, um rancho para convescote, uma cozinha completa, dormitórios para os associados, garagem para a sua frotilha de barcos, três cevas cuidadosamente preparadas para a prática do esporte da pesca e um amplo caramanchão. Estão sendo construídos: um rancho de 15x6 metros com acomodação para 120 pessoas; outro caramanchão e, em projeto, um pontão flutuante para banhistas.
Além disso, dispõe o clube de duas bem conservadas estradas, margeando o rio e um vasto pomar em formação.




O sr. Amando Pinto da Silva, conservou entre os seus pertences, o livro de atas onde está anotada toda a contabilidade do Clube de Pesca.
Veja alguns dos participantes do clube:
Joacy Magalhães
Plinio Souza Santos
Adail Fontes Bueno
Sebastião Andrade Vieira
Vicente Bergamo
Alcino Silva
Gabriel Chequer
Osvaldo Barbosa                        
Sinesio A. Bueno
Lauro Alves
Pedro Degani
City Nogueira
D. S. Ferraz
José M. Ferreira
Cesar R.
Francisco Chiaroti
João P. de Castilho
Vicente de Paulo Melo
Mario B. Oliveira
José Miqueloni
Francisco C. Campos
Jair Pedro Iori
Entre muitos outros.





Festa Junina no Clube de Pesca
O Clube de Pesca de Chavantes proporcionou em sua sede, instalada à beira do rio Paranapanema, no dia 13 de junho de 1953, grandiosa Festa Junina. Participaram os seus associados, familiares e convidados. Teve inicio às 19 horas com o levantamento do mastro em louvor ao Santo Antonio e sob o espocar de fogos.
Foi servido um bem preparado churrasco, não faltando o tradicional quentão preparado pelo sr. Major Itauby Vieira.
O sr. Almeida Junior é o atual Presidente do Clube, sendo seu Vice o Major Mario Itauby Vieira.
Número considerável de pessoas compareceu à magnífica festa com a participação de elementos das cidades vizinhas, como Ribeirão Claro.


            

14 comentários:

Danilo Dolci disse...

OOO meu Rio Paranapanema!! Umas das melhores sensações que tive foi descer o rio mergulhando bem rente ao fundo!!

Lilia disse...

oi danilo, se vc possui fotos do mergulho, empreste para o blog. suas fotos são muito boas.

Mário Vieira disse...

Tive oportunidade de conhecer o racho de pesca na margem do Paranapanema muitos anos depois (década de 1970). O major Mário Itauby Vieira citado era meu avó. Apesar eu de não ter convivido com ele, meu pai me levou ao local para conhecer. É uma memória de infância muito legal que carrego comigo.

Eunice Vieira disse...

Sou a unica filha remanescente do Major Mario Vieira, embora com 105 anos atualmente, ainda pude apreciar a magnifica ob ra que tão bem preserva a memoria de Chavantes.Eunice da Cunha Vieira Leite.

Lilia disse...

Olá Eunice, tentei enviar email para vc mas todos voltaram. Fiquei muito feliz com as suas postagens. Parabéns por estar tão bem aos 105 anos. É um grande incentivo para todos nós. Se conhecer alguma história envolvendo seu primo, Dr. Leonel, envie que terei imenso prazer em colocar no blog, que é nosso. Um grande abraço chavantense.
lilia

Lilia disse...

Mario Vieira, que prazer enorme contar com a participação de alguém cujo avô vivenciou a história de Chavantes.
Agradeço imensamente a participação sua e de dona Eunice. Vcs podem acrescentar alguns fatos além dos que foram narrados.
Grande abraço.
lilia

Anônimo disse...

suas fotos sao muito boas , voce tem fotos da ilha no municipio de euclides da cunha? ela era do meu pai e nao tenos foto alguma dela

Lilia disse...

Oi anônimo, infelizmente não tenho fotos da ilha, mas vc pode encontrá-la em busca de fotos por satélite.
Entre em contato se tiver dificuldade.

Antonio Roberto de Paula disse...

Lilia, gostaria que você me informasse quando foi inaugurada e o nome da ponte (passagem de carros, não a do trem)do Paranapanema que liga São Paulo ao Paraná. Obrigado. Antonio Roberto de Paula

Antonio Roberto de Paula disse...

Lilia, gostaria que você me informasse quando foi inaugurada e o nome da ponte (passagem de carros, não a do trem)do Paranapanema que liga São Paulo ao Paraná. Obrigado. Antonio Roberto de Paula

Lilia disse...

Antonio Roberto de Paula, são muitos os municípios que possuem ponte que fazem a ligação dos estados de SP e PR, como Chavantes, Ourinhos... De qual deles vc procura informação?
Abço

carlos faria disse...

Cara Lilia,
Vc tem algo sobre a Revolução de 32 em Salto Grande? Grato.

Lilia disse...

Tenho alguma coisa. Entrarei em contato por email.

Unknown disse...

Alo Alo Lilia, olá!
Gostaria de usar uma das fotos utilizadas em seu blog. No caso, seria a 1ª foto da Ponte Pensil Alves Lima Chavantes/SP. Parece ter sido tirada por "Cal Tedde". Saberia dizer como posso o contatar. Meu telefone é (14)3342-2426 ou luizcarlosmadv@gmail.com
Muito Obrigado,
Luiz