O Lar São Vicente de Paulo


 O Lar São Vicente de Paulo
"Não existe exercício melhor para o coração do que se inclinar e
levantar pessoas".
John Andrew Holmes.



O Lar São Vicente de Paulo
Benedita Rossello, nasceu na Itália no dia 27 de maio de 1811.
Ainda muito jovem, criou aos 20 anos, o "Instituto das Filhas de Nossa Senhora". Suas adeptas, além do voto de castidade e obediência, espalham-se pelo mundo em missões de caridade. "Coração para Deus, mãos para o trabalho", era a exortação que Maria Josefa Rossello repetia com frequência às Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia. Esse lema foi também o seu programa de vida, tanto que atuou com generosa dedicação a Deus e ao próximo, desde os primeiros anos da sua juventude. Morreu aos 69 anos, a 7 de dezembro de 1880, na casa mãe, em Savona. Em 12 de junho de 1949 foi canonizada por Pio XII.       




Em Chavantes, o Lar São Vicente de Paulo é, sem nenhuma dúvida, a instituição mais respeitada e amada pela população. Abriga idosos da cidade e da região com a finalidade de assegura-lhes um lar, proteção, alimentação equilibrada, saúde, lazer e muito carinho.
A Rede de Educação Rossello Reducar, é uma organização sem fins lucrativos e é a  mantenedora do Lar São Vicente de Paulo.
Estive no Lar buscando material para o blog. O lugar é lindo, muito limpo e bem cuidado. Ficamos com uma sensação de paz e de bênçãos enquanto percorremos o local. As irmãs, muito simpáticas falam com carinho dos acontecimentos da casa.
Colaboremos com o Lar. Ele precisa e merece a nossa ajuda!











Como era o Lar São Vicente de Paulo, anos 1960, 1970, 1980, 1990.
Todas as fotos são de propriedade das irmãs do Lar.

 Refeitório 1971


 Quarto dos idosos.

 Salão de Festas antes da reforma - João.

 Irmãs Florinda, Matilde, Branca, Tereza, Zenaide, Terezinha.
1992

 1965


 Inauguração do Pavilhão dos Velhinhos 02/12/1979

 Inauguração do Pavilhão dos Velhinhos 02/12/1979

 Inauguração do Pavilhão dos Velhinhos 02/12/1979

Bodas de Ouro da Irmã Nicolina.
Irmã Luiza, Irmã Nicolina e Irmã Terezinha.
1986



 Sr Ernesto
1992

 1992

 1992

 1992

 Inauguração do pavilhão Refeitório. Doado pelo Lions Clube - 1971

 1979

 Colaboradoras - 1979

 Colaboradores preparando o almoço. Anos 1980.

 Colaboradores.

  Colaboradores.

O sorriso lindo das colaboradoras.

O Lar São Vicente de Paulo hoje:
Fotos do acervo do Lar.















































































Nossos jovens, lindos, unidos em benefício dos idosos.




Teatro. Jovens.


Auxiliando a locomoção. Voluntários

Homenagem aos idosos (Salete). Voluntários

 Abrindo os presentes.

 Almoço preparado por voluntários.

Almoço preparado por voluntários.

Auxiliando a comer. Voluntários


Natal

 Natal

 Natal

Natal

Natal

Natal

O começo de uma linda história. 

Melhore o mundo. Seja Solidário
O lema da Sociedade São Vicente de Paulo também conhecida por Conferências de São Vicente de Paulo, calou fundo no coração dos chavantenses logo após o surgimento da cidade.
Mas, o que é a Sociedade Vicentina?
É um movimento católico de leigos que se dedica, sob o influxo da justiça e da caridade, à realização de iniciativas destinadas a aliviar o sofrimento do próximo, em particular dos social e economicamente mais desfavorecidos, mediante o trabalho de seus membros.
Os Vicentinos além de lutarem contra as diversas formas de miséria buscam descobrir e remediar as situações que a geram. Levam seus auxílios a todos que precisam, independentemente de raça, cor, nacionalidade, credo político ou religioso e posição social. O trabalho dos Vicentinos é voluntário, pois seus membros e dirigentes não recebem nenhuma remuneração pelo que realizam.
E foi assim, que a história dos Vicentinos entrou em Chavantes, através da boa vontade de um pequeno grupo de cidadãos.
No dia 14 de junho de 1934, a futura história do Lar São Vicente de Paulo de Chavantes, tinha início.
Foi neste dia, que na Igreja Nossa Senhora Aparecida, reuniram-se os srs. João Carneiro Filho, Carlos Soares, José da Silva Moreira, Vicente de Almeida Vieira e José Rodrigues de Freitas, com o objetivo de fundar uma Conferência Vicentina nesta cidade.
Após as orações de abertura, Carlos Soares assumiu a presidência e designou José Rodrigues para fazer a leitura espiritual de um trecho do Evangelho de São Lucas.
Em seguida, foi eleita a Diretoria que ficou assim constituída:
Presidente: Carlos Soares;
Vice Presidente: José da Silva Moreira;
Secretário: José Rodrigues de Freitas;
Tesoureiro: Vicente de Almeida Vieira.
Consultados os membros da Diretoria sobre a invocação da Conferência, ficou decidido por unanimidade, que adotaria o nome da Padroeira da Paróquia, isto é, Nossa Senhora Aparecida.

Após a leitura do Regulamento das Conferências Vicentinas, o presidente em exercício designou Vicente de Almeida Vieira e José da Silva Moreira, para procederem a uma sindicância sobre um residente, morador distante do Município, candidato ao socorro desta Conferência.
Efetuou-se uma coleta, que arrecadou 9$000 que seriam usados com a assistência às famílias carentes.
Como podemos ver, ainda não havia o Lar para os que sofriam privações. O primeiro grupo, durante alguns anos, auxiliou com alimentos ou remédios a minorar o sofrimento dos mais necessitados.
Alguns anos mais tarde, a Sociedade São Vicente de Paulo começou a arrecadar fundos para a aquisição de casinhas que servissem também de moradia aos necessitados. Com a verba necessária foram construídas cinco casas que abrigavam homens e mulheres que ali se albergavam para passar a noite e fazer algumas refeições.
Foi um período difícil para a Sociedade, pois os acolhidos bebiam durante o dia e provocavam muitas brigas e discussões. Muitas vezes, a irmã Magdalena e outras abnegadas irmãs da Santa Casa eram chamadas para resolver os conflitos.
Em 10 de março de 1948 reuniram-se os Confrades da Conferência Vicentina de Chavantes, para discutirem e aprovarem os estatutos do Asilo de Mendicidade de São Vicente de Paulo.
Com a presença de Aureliano Botelho de Souza, Antonio Arruda Silveira, Emílio Ruiz José, Raphael Garrigoz, Joaquim Garrigoz, Waldomiro B. de Campos, Orozimbo de Mattos, Ermenegildo Emilio de Aguiar, Antonio Francisco, Messias Correa, José Bento Ramos, João Furlaneto, Joaquim Alves Moraes, Pedro Terêncio, Benedito Botelho, José Rubio Morales, Antonio Alves e Antonio de Lima, foi iniciada a reunião presidida pelo sr. Aureliano Botelho de Souza e secretariada pelo sr. Joaquim Garrigoz.
Dentre os 37 artigos lidos e aprovados, do Estatuto, selecionei os seguintes para a nossa leitura:
Artigo 1º- O Asilo de Mendicidade São Vicente de Paula de Chavantes destina-se a abrigar em seu edifício, dentro dos seus recursos financeiros, os mendigos e indigentes adultos, sem distinção de crença religiosa e nacionalidade;
Artigo 4º- A administração de todos os bens, negócios e interesses do Asilo é confiada às Conferências Vicentinas desta localidade, que formarão a Mesa Administrativa;
Artigo 18º- Dentro do limite máximo determinado pela mesa administrativa, compete ao Presidente ou quem suas vezes fizer, mandar admitir como asilado os que, a seu critério, tendo solicitado entrada, satisfizeram os seguintes requisitos:
1)      reconhecida indigência ou absoluta falta de meios para angariar sua subsistência e completo desamparo por parte da família a que pertença e que o possa socorrer;
2)      residência pelo menos há 3 meses no Município de Chavantes;
3)      o atestado médico do asilo que prove:
a)      estar a pessoas incapacitada de angariar meios honestos de subsistência;
b)      não sofrer de moléstia contagiosa ou repugnante;
c)      não sofrer de moléstia mental.
Capítulo 5º
Dos deveres e direitos dos asilados:
Artigo 19º- O asilado tem como deveres principais:
a)      conduzir-se com absoluta moralidade;
b)      cumprir à risca os horários e o regime estabelecido;
Artigo 20º- São direitos dos asilados:
a)      a ser tratado igualmente pelo regime estabelecido,servindo-se das refeições fornecidas a todos sem distinção de pessoa;
b)      ter assistência médica e farmacêutica gratuita quando enfermo;
c)      ter assistência religiosa, católica, apostólica romana quando reclamar;
d)     ter serviço funerário gratuito quando falecido
Capítulo 6º
Da Disciplina Interna
Artigo 21º- A disciplina interna é confiada à Mesa Administrativa que zelará pela boa ordem, moralidade e asseio do estabelecimento;
Artigo 22º- Haverá completa separação entre homens e mulheres;
Parágrafo Único: Compete a Mesa Administrativa expulsar ou eliminar o asilado que for considerado indigno de permanecer no asilo.
Artigo 24º- Não serão permitidas saídas aos asilados, salvo motivos especiais de força maior, a critério exclusivo da Mesa Administrativa.
Artigo 28º- Os asilados na medida de suas forças auxiliarão a economia do Asilo em trabalhos leves nos diversos serviços de limpeza e higiene do Asilo, cultura de hortaliças e flores, etc.
(...)
Ainda em 1966, o Asilo era de Mendicidade.
Em fevereiro de 1966, com a presença dos membros da Sociedade São Vicente de Paulo, como Vitoriano Licio Rodrigues, José Rubio Morales, Raphael Garrigoz entre outros, foi relatada a dificuldade pela qual atravessava o Asilo de mendicidade  com relação a sua disciplina interna, solicitando assim, o auxílio precioso e urgente das irmãs da Congregação Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia.
Foi pedido que as mesmas ocupassem os cargos da Mesa Diretora, o que foi recebido com muito agrado pelos presentes.
E assim, no dia 27 de fevereiro de 1966, a história do Asilo de Mendicância São Vicente de Paulo, de Chavantes, começa a mudar.
As Irmãs que passaram a fazer parte da Mesa Diretora foram:
Presidente: Irmã Maria Madalena;
Vice Presidente: Irmã Melânia;
Secretária: Irmã Maria Vicentina;
Tesoureira: Irmã Maria Julia.
Continua



EM CONSTRUÇÃO

17 comentários:

Viviane Carvalho Ezaki disse...

D. Lilia viajei com as fotos do asilo, nossa praticamente cresci dentro dele participava sempre das festa fazendo teatro e com meus pais na cozinha fazendo sonhos, pastéis ... obrigada por mais esse presente...bj

silmaRA ESPOSTO disse...

D.Lilia eu amei as fotos ,ficou maravilhoso...
Eu amo esse asilo..muito obrigada.
beijos...silmara

Irmã Bernadette disse...

D Lilia
Obrigada pelo carinho e palavras
tão gentis com que apresenta o nosso Lar que realmente quer ser um dom para os nossos abrigados .Todos os que abrimos a pagina admiramos a capacidade histórica de uma pessoa tão carismatica . Mais uma vez obrigada , parabens e que Deus a abençoe sempre

Lilia disse...

obrigada Viviane. fico feliz por trazer boas recordações. amo vc. bjo

Lilia disse...

Simara querida, fiz com muito prazer e muito carinho. ainda vou acrescentar algumas coisas. bjo

Lilia disse...

querida irmã Bernadete, que Deus, nosso Pai nos abençoe sempre. obrigada pelas palavras de incentivo. é impossível não amar o Lar e não amar vs.

Célia Regina disse...

D. Lilia, como me emocionei vendo estas fotos, e os lugares por onde vivi, estou com a alma translucida de emoção. Mostrei estes momentos a minha tia Chide Mariotto, que muito viveu o Asilo e ela ficou só emoção, reconhecendo a todos. Abçs, obg por estas jóias.

Lilia disse...

querida Célia, fico muito feliz por poder proporcionar boas recordações. obrigada pelo carinho e incentivo. abraço apertado para todas vcs.

rosa gabriel falanga disse...

D.Lilia , parabéns pela dedicação a esse trabalho ,acredito que trouxe lindas recordações a mtas pessoas que assim como eu e principalmente minhas irmãs mais velhas passaram grande parte de suas vidas aí , onde minha mãe Dna Malvina Leite de Almeida, trabalhou no Asilo, Santa Casa e na casa Paroquial na época do Padre Luís Soares Vieira!! Dna Lilia vou procurar fotos desta época ...era mto mais difícil né mas se achar eu mando prá juntar ao seu lindo e valioso trabalho !!!! E a Irmã DINA ,Irmã Melânia, Padre Luís tem alguma foto ? um abraço e parabéns

Lilia disse...

oi Rosa, obrigada pela palavra amiga. Está sendo muito prazeroso o trabalho q venho realizando. gostaria muito q vc encontrasse fotos antigas para ajudar. As irmãs ainda aparecerão. abraços e meu carinho.

Anônimo disse...

Ola Lilia, preciso de uma informação estou procurando a irmã Lúcia, q estava no asilo de Arapongas-Pr foi me dito q ela tinha ido pra chavantes, queria o endereço pra lhe mandar umas fotos, será q vc sabe essa informação? grato renato banja

Lilia disse...

Oi Renato, assim q chegar em casa, vejo para vc. abço

João Victor Silva disse...

Gostaria de alguma informção sobre o Pe. Linneu Bincelli que passou os últimos anos de sua vida neste asilo em Chavantes; ou ainda alguma forma de contato com as Irmãs. Obrigado.

Lilia disse...

Olá, João Victor. Vc pode entrar em contato com o Lar por telefone -
33421274
Obrigada pela visita.

Anônimo disse...

Que lindo o trabalho das freiras, dos jovens, dos voluntários. Realmente, ser feliz é fazer os outros felizes.

Mario

Lilia disse...

Deniza Burger Cordeiro de Mello
Mensagem Queridas irmãs, eu era prima da irmã Mathilde.
Hospedei-me várias vezes aí no asilo.
Hoje estou mais velha, quase 80 anos...mas gostaria de visitar o asilo...ou receber notícias das irmãs Branca ...e outras contemporâneas de irmão Mathilde. Gostaria também de fazer uma doação, agora pelo Natal...
Se puderem me responder, tudo bem.

Lilia disse...

Por favor, entre em contato com o Lar pelo telefone
33421274